Um Santo Natal e abençoado 2010


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4º Domingo do Advento


Estamos chegando ao final da preparação para celebrar o Natal.

A liturgia deste domingo coloca-nos Maria como personagem central.

Ela é a casa onde Deus faz sua morada. Nela se cumpre a promessa que Deus fizera de construir uma casa para nela vir habitar.

Assim como Maria, todos nós devemos ser uma casa acolhedora para a habitação de Deus.

E como compromisso, devemos tornar o mundo uma grande casa para a morada de Deus.
Pe. Onildo (Maringá - PR)
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Algumas perguntinhas (formuladas pelo Pe. Carlos Henrique), para ajudar nossa reflexão do evangelho do 4º Domingo do Advento:

- Sou “rápido” para o serviço?

- Tenho a atitude de Maria de sair apressadamente para socorrer e visitar quem necessita?

- Quais decisões de minha vida estou demorando hoje? Até onde vai querer o Senhor que vá rapidamente e sem demora hoje? Perdoar a alguém... comunicar-me com quem faz tempo que não tenho contato... aproximar-me de tal pessoa...

- Sou “dono” de meu presente? Escolho o que fazer e o realizo sem demora?

- Maria me leva a Jesus: imito esta atitude levando a presença do Senhor aos demais?

- Busco fazer com que a presença do Senhor dê sentido a minha vida e a preencha de alegria desde o profundo do coração?

- Levo a alegria de Jesus a meus irmãos?

- Permito que o Espírito Santo me plenifique?

- Faço orações de bênção a Deus pelo admirável de suas obras?

- Falo em voz alta, grito a presença desbordante do Senhor em minha vida?

- Reconheço Maria como a Mãe de meu Senhor?

- Permito-me admirar pelo caminho fiel de Maria, por sua fé profunda nas promessas do Senhor?

- Busco imitar Maria também em seu ser autêntica fiel e discípula do Senhor?
Pe. Carlos Henrique Nascimento (Ouro Branco - RN)

2º Domingo do Advento
"Todas as pessoas verão a Salvação de Deus"


A característica dos dois primeiros domingos do advento é fazer memória da segunda vinda de Cristo.

Neste segundo domingo, entra em cena João Batista. A ele foi dirigida a Palavra de Deus no deserto.

Ele é a "voz que clama: preparai os caminhos do Senhor!"

Diante desse fato, a liturgia nos propõe uma atitude: sermos iguais a Isaías e João Batista, aqueles que pedem que os caminhos do mundo sejam dignos para acolher o Senhor. Aquilo que foi anunciado por Baruc ao povo de Israel, assim como aquilo que foi anunciado por João Batista realiza-se em Jesus Cristo, realiza-se hoje na Igreja e pela Igreja.

A comunidade cristã reúne-se para a celebração da Eucaristia até que Ele venha. Sua vinda transforma o hoje em dia do Senhor.

A comunidade eucarística transforma-se em voz que anuncia a preparação do caminho para a vinda do Messias. Tudo que degrada o homem e a mulher são caminhos tortuosos que precisam ser "aplainados" para que o Senhor possa passar.

Esse aplainamento é trabalho nosso. Quais os caminhos que devemos conservar em nossa comunidade? E quais devemos endireitar e aplainar? João Batista começa a sua pregação a partir do deserto: ali se despoja de tudo que não é de Deus, para um esvaziamento total.

O deserto pode, ainda hoje, ser para nós o lugar do nosso amadurecimento pessoal, o lugar da nossa cura interior e da cordial libertação de tudo quanto nos afasta do projeto de Deus. O deserto nos prepara para acolher a sabedoria que vem do alto e nos capacita para o discernimento da vida.

João Batista nos convoca a ir ao deserto, para fazer um novo êxodo, acolhendo o batismo do arrependimento e da penitência como meios de viver com alegria e generosa solidariedade o projeto de nosso Deus de amor e misericórdia. Somos levados ao deserto para de lá sairmos purificados e sentindo-nos mais amados por Deus, numa nova criação de reconciliados com Deus e com os irmãos.
(fonte: http://www.homilia.com.br/)

CELEBRAMOS CRISTO REI



Experiência Missionária e Querigmática

D. Jacyr Francisco Braido
Bispo de Santos

O Ano Litúrgico se encerra com a Solenidade de Cristo Rei, uma síntese dos mistérios de Cristo celebrados durante o Ano Litúrgico: seu nascimento, no Natal; sua Paixão e Morte, na Quaresma e Semana Santa; sua Ressurreição, na Páscoa; e a vinda do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, e a longa jornada de sua Pregação, durante o Tempo Comum.

Durante sua pregação, Jesus falou que veio para instaurar o Reino de Deus. E explicou sua essência com inúmeras parábolas: é serviço, é amor, é semente, é ocupar o último lugar, é fermento.... Na oração ao Pai, nos ensina a pedir: “Venha a nós o vosso Reino”.

Em nossa Diocese de Santos, esta solenidade ganhou destaque. Desde 1997, é feita uma grande concentração diocesana para celebrá-la de forma comunitária: na preparação do Novo Milênio (no Estádio da Portuguesa Santista (1997); na Vila Belmiro (1998), com celebração especial do Sacramento do Crisma, por iniciativa de Dom David Picão; no ano 2000, foi celebrada na

Catedral, em ocasião do Grande Jubileu convocado pelo Papa João Paulo II. Sua celebração continuou no Emissário Submarino e no Centro de Convenções de São Vicente, onde nos reuniremos, mais uma vez, para celebrá-la no próximo dia 22 de novembro.

O que celebramos nesta Solenidade? Celebramos Jesus Cristo com participação especial, na parte da manhã, de representantes de todas as Regiões e Paróquias da Diocese, dos sacerdotes, religiosas e leigos, especialmente os jovens, catequistas e as famílias (prioridades de nossas Diretrizes Pastorais Diocesanas). É uma celebração especial, comunitária e quer representar o dinamismo diocesano, através de um gesto especial.

Não quer ser continuidade de uma “tradição” que se criou, nem deseja prejudicar a participação de idosos e outros dependentes, pois haverá celebração paroquial e nas comunidades à tarde. É um símbolo de busca de unidade em nossa atividade de evangelização. Faz parte de “um processo de iniciação cristã e de formação permanente que retroalimente a fé dos discípulos do Senhor integrando o conhecimento, o sentimento e o comportamento” (DA, 518, d). É um gesto querigmático.

E para citar mais expressamente o Documento de Aparecida, é importante relembrar o que nos diz, em seu número 12, citando o Papa Bento XVI: “A todos nos toca recomeçar a partir de Cristo, reconhecendo que “não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou por uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (DA, 12).

Impressionante! O Documento afirma que a todos nos toca recomeçar a partir de Cristo. Podemos nos perguntar: Recomeçar? Por quê? Não estamos a caminho? Não somos atuantes na Igreja?

Certamente que sim. Entretanto, lemos ainda no mesmo Documento esta Mensagem do Papa Bento XVI que nos estimula a procurar sempre a presença reanimadora de Jesus: “Os trabalhos da V Conferência nos levam a fazer nossa a súplica dos discípulos de Emaús: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando” (Lc 24, 29).

“Ficai conosco, Senhor, acompanhai-nos, ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-vos. Ficai conosco, porque as sombras vão se tornando densas ao nosso redor, e vós sois a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e vós nos fazeis arder com a certeza da Páscoa.

Estamos cansados do caminho, mas vós nos confortais com a fração do pão para anunciar aos nossos irmãos que na verdade ressuscitastes e nos destes a missão de ser testemunhas da vossa ressurreição.

Ficai conosco, Senhor, quando ao redor da nossa fé católica surgem as névoas da dúvida; vós que sois a própria Verdade como revelador do Pai, iluminai nossas mentes com a vossa Palavra; ajudai-nos a sentir a beleza de crer em vós” (Mensagem de Bento XVI).

Em nossas Comunidades, Paróquias e Regiões, busquemos esta presença confortadora de Jesus de que temos tanta necessidade para fazer frente a uma “cultura” de nossa civilização, sobretudo urbana. Mas o gesto concreto e comunitário, diocesano, eclesial, é importante para nos sentirmos irmãos e irmãs em nossa caminhada de fé em sua experiência querigmática. Façamos este gesto com generoso esforço de participação.

O Reino de Deus está entre nós e se realiza em nossa coragem de sairmos de nós mesmos e buscarmos a comunhão e a solidariedade. Sempre. Mas especialmente num momento todo especial.

A Palavra de Deus nos ilumina: “EU SOU REI! Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18, 37). Eis como o Papa João Paulo II sintetiza a Palavra de Deus nesta solenidade:

“Esta afirmação de Jesus diante de Pilatos nos dá a verdadeira dimensão de seu Reino e de nossa adesão a ele: ser da verdade. Diante do mundo de hoje, ao mesmo tempo tão convencido de seus caminhos (laicidade) e também surpreendido pelas incertezas e angústias da vida, Jesus se apresenta como aquele que veio a este mundo para dar testemunho da verdade.

E Ele o dá com sua palavra e com sua entrega decidida à vontade do Pai, com sua morte e ressurreição. Nós estamos comprometidos e empenhados em servir a este seu Reino no mundo de hoje. Queremos ser da verdade: pertencer a Ele com decisão!”

“Jesus Cristo é «a Testemunha fiel» (Cfr. Apoc. 1, 5), como afirma o Autor do Apocalipse. É «a Testemunha fiel» do domínio de Deus na criação e, sobretudo, na história do homem. De fato Deus, como criador e, ao mesmo tempo, como Pai, formou o homem, desde o início.

Por isso está Ele, como Criador e como Pai, sempre presente na sua história. Tornou-se não apenas o Princípio e o Fim de todo o criado, mas também o Senhor da história e o Deus da Aliança: Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, Aquele que é, que era e que há de vir, o Senhor do Universo (Apoc. 1, 8). Jesus Cristo — «Testemunha fiel» — veio ao mundo precisamente para dar testemunho desta verdade”.

“A Sua vinda no tempo! — quão concretamente e de modo sugestivo a preanunciaria o profeta Daniel na sua visão messiânica, falando na vinda de um filho de homem (Dan. 7, 13) e delineando a dimensão espiritual do Seu reino nestes termos: Foi-Lhe entregue o domínio, a majestade e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O Seu domínio é domínio eterno, que não passará jamais, e a Sua realeza não será destruída (Ibid. 7, 14). É assim que o profeta Daniel, provavelmente no século VI, viu o reino de Cristo antes de Ele ter vindo ao mundo”.

“Aquilo que se passou diante de Pilatos na sexta-feira antes da Páscoa permite-nos expurgar a imagem profética de Daniel de qualquer associação imprópria. De fato, o «Filho do homem» mesmo responde à pergunta que lhe fez o governador romano. Esta resposta manifesta-se deste modo: O Meu Reino não é deste mundo. Se o Meu Reino fosse deste mundo, os Meus guardas lutariam, para que eu não fosse entregue aos Judeus. Mas, de fato, o Meu Reino não é aqui” (Jo. 18, 36).

“Pilatos, representante do poder exercido em nome da poderosa Roma sobre o território da Palestina, homem que pensa segundo as categorias temporais e políticas, não entende tal resposta. Por isso pergunta pela segunda vez: Logo, Tu és Rei?” (Ibid. 18, 37).

“Também Cristo responde pela segunda vez. Como na primeira explicou em que sentido não era rei, assim agora, para responder totalmente à pergunta de Pilatos e, ao mesmo tempo, à pergunta de toda a história da humanidade, de todos os soberanos e de todos os políticos, responde assim: Sou Rei. Se nasci, se vim a este mundo, foi para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a Minha voz” (Cfr. ibid.). “Esta resposta, em ligação com a primeira, exprime toda a verdade sobre o Seu reino; toda a verdade sobre Cristo Rei.

“Nesta verdade se encerram, igualmente, as ulteriores palavras do Apocalipse: Ei-lO que vem entre as nuvens (assim se exprimira já Daniel). Todos o verão com os seus próprios olhos, até aqueles que O transpassaram... Sim.Amém!” (Apoc. 1, 7) (Homilia de João Paulo II – Fonte do Vaticano).

Esta mensagem de Cristo Rei ilumine nossa caminhada neste Mês de novembro, dando visão Cristocêntrica a todas as celebrações, de modo especial a Celebração de todos os Santos e Santas e a Comemoração dos Finados.

(fonte: http://www.cnbb.org.br/)

Capítulo das Esteiras/2009

Clique na imagem abaixo para acessar a página da Província Franciscana da Imaculada Conceição e acompanhar as notícias do Capítulo, que está sendo realizado em Agudos-SP.



DIA DE TODOS OS SANTOS


A comunhão dos Santos

Atualmente pouco se ouve falar na "comunhão dos santos".

Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma idéia muito restrita a respeito de quem são os santos, etc...

Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de "santos". Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a "Comunhão dos Santos".

As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que "combinam com ele".

Assim, caracterizam a comunidade dos "santos", os "filhos do Reino", e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os "pobres de Deus", os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc.



Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no "céu", isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles "são dele".



É o que diz S. João (2ª leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele. A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos.



Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que "procuram Deus com um coração sincero" (Oração Eucarística IV).



Mas significa também um cristianismo exigente. Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.



Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência!



Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele.



Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes


fonte: http://www.franciscanos.org.br/

Mensagem dos Santuários

Clique no link abaixo e leia o interessante artigo de Frei Alberto Beckhäuser, ofm, sobre os Santuários Franciscanos.
Mensagem dos Santuários

(fonte: www.franciscanos.org.br)